MINHA MAIOR VITÓRIA

MINHA MAIOR VITÓRIA
Gui e Biel minha maior VITÓRIA e motivação para o dia-a-dia

MOTIVAÇÃO NA BIKE

MOTIVAÇÃO NA BIKE
Preciso sempre estar motivado para executar os meus treinos de bike. Fixei as fotos dos meus filhos no clip da bike, assim estou sempre com as crianças perto de mim. Foi uma idéia fantástica e que ajuda muito no processo de auto-motivação.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Pesquisa sobre tecidos térmicos para utilização na maratona no gelo, na Antártica, Pólo Sul.

O relato a seguir descreve sobre um produto da marca americana The North Face®, o qual será utilizado por mim na maratona no gelo.
Vale esclarecer que existem várias marcas no mercado que podem suprir a necessidade de atletas para a realização de atividades esportivas em condições meteorológicas extremas, porém, a minha escolha pela The North Face® se deu com base nas recomendações de atletas que já usaram e aprovaram os produtos dessa marca.

Casacos térmicos

A linha de casacos térmicos desenvolvida pela The North Face®, com a tecnologia Flux Powerstretch, favorece o equilíbrio térmico. Além de manter o corpo aquecido o tecido não bloqueia o vapor da transpiração, permitindo com isso a respiração corpórea. Feito de Polartec® Power Stretch®, o casaco é extremamente quente com material macio e elástico, também é super leve e facilmente compactável.




Sobre a Polartec® Power Stretch® Pro™

A tecnologia em tecidos Polartec® Power Stretch® Pro™ é altamente respirável, ideal para a prática de esportes em ambientes com temperaturas baixissímas, onde há a necessidade de equilibrar a temperatura do corpo com a externa. Seu objetivo principal é manter o atleta seco quando está transpirando, fornecendo calor sem que haja peso na roupa. Este tecido possui uma estrutura própria de duas camadas exclusivas, são elas: uma de nylon durável na parte externa do tecido que tem por finalidade a proteção contra o vento e a resistente à abrasão; a segunda camada é de poliéster, macia e interna, e tem por finalidade “puxar” a umidade deixando-a longe da pele e consequentemente mantendo-a seca, quente e confortável.

Desenho esquemático da estrutura do tecido.


Estou tentando aglutinar o máximo de conhecimento sobre tecnologias, treinamentos, suplementação, comportamento, bem como, em todos os detalhes necessários, para com respeito, enfretar e superar o grande desafio que é a maratona no gelo.
Está claro que um planejamento minucioso é muito importante para identificação dos detalhes que poderão fazer a diferença entre o sucesso e os erros.
A proteção contra o frio extremo no Pólo Sul é um dos principais fatores, se não o mais importante, pois o processo de congelamento da pele, dos tecidos, dos tendões e dos ossos é iminente caso o indivíduo não esteja com as vetimentas e equipamentos adequados.

Valeu Raça!

Na sequência mais informações e imagens sobre os preparativos para a maratona no gelo, na Antártica.

TFA

Sergio Lopes

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Primeira conversa com o atleta extremo Marcelo Alves sobre detalhes para enfrentar e superar a maratona no gelo 2013.

Foi um final de semana diferente na minha rotina de treinos! Combinei com Marcelo Alves, atleta participante da maratona no gelo 2012, um encontro na capital paranaense para obter informações dele sobre a prova na Antártica. Até então, a minha conexão com Marcelo havia sido somente por mensagens no facebook e celular. Mas quando resolvi manter contato pessoal ele se mostrou receptivo em me passar as dicas e informações necessárias sobre a corrida no gelo.

Vale a pena registrar que Marcelo Alves foi TOP 10 na maratona no gelo 2012 conquistando incrivelmente a 8º colocação com o tempo de 4:59:00 horas. Sensacional!!



Pois bem, fui convidado pelo Marcelo para jantar em sua casa, no sábado 23/02, lá por volta das 20:00 horas em seu belo apartamento em um dos melhores bairros de Curitiba, Champagnat. As 19:30 horas, muito gentilmente, o atleta extremo me apanhou no hotel e fomos direto para a sua casa, lá conheci a esposa dele Juliene, um encanto de pessoa que me recebeu muitíssimo bem. Infelizmente não tive oportunidade de conhecer pessoalmente a sua filhota, apenas por fotos, pois ela estava na casa da vovó.

Iniciamos a nossa conversa pelos equipamentos que Marcelo utilizou na maratona. Falamos sobre os tênis, óculos, roupas de baixo, tocas, luvas, meias, quebra-vento, seus erros e acertos. Depois nossa conversa tomou o rumo da hidratação e alimentação e Marcelo fez questão de enfatizar sobre o congelamento dos alimentos e líquidos diante de temperaturas entre -20ºC a -30ºC. Foram informações preciosas e que me fizeram refletir sobre quais escolhas devo fazer para realizar com segurança a maratona no gelo 2013.

Depois chegou a hora da seção de fotos! Das aproximadamente 1500, uma mais bela do que a outra, Marcelo apresentou sua seleção de 350 registros fotográficos que deixam qualquer pessoa anestesiada. As lentes de Marcelo capturaram feições geomorfológicas e geológicas incríveis, as quais são endêmicas, existindo somente naquele lugar. Fascinante!!



De repente a campanhia toca e as nossas pizzas chegaram. Sim foram ao todo três pizzas de sabores variados, de vegetariana, passando por calabreza e chegando ao chocolate. A final, na manhã seguinte tinhamos 25K de corrida para realizar, então socamos a bota nas pizzas.
Foi um momento muito agradável onde trocamos experiências das mais variadas. Fámilia, vida profissional, vida esportiva, desafios, entre outros assuntos, acompanharam nosso rodízio de pizzas.

Depois Marcelo me mostrou mais algumas fotos, conversamos uma pouco mais sobre a sua experiência na Antártica e lá por volta das 23:30 horas fui para o hotel.

No dia seguinte foi uma honra para mim acompanhar um atleta extremo no seu treino de corrida, passando por vários lugares bacanas de Curitiba.

Ai está Raça o registro de mais uma série de informações, desta vez obtidas por meio de conversas que tive com o atleta extremo Marcelo Alves, um homem que desafiou o Pólo Sul, soube respeitá-lo e voltou para casa 100%.

TFA

Sérgio Lopes

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

ANTARCTIC ICE MARATHON 2013, SEUS NUMEROS, SUAS EXIGÊNCIAS E SEUS RISCOS

A maratona da Antártida é uma prova de corrida que possui extensão total de 42,2 quilômetros e sua primeira edição foi realizada em janeiro de 2006, mas já está indo para a sua oitava realização em 2012.
Todo o apoio para a realização da prova é fornecido pela comissão organizadora do evento, a qual é liderada pelo maratonista irlandês Richard Donovan.


Em 2010 o recorde da prova foi conquistado por um brasileiro, o triatleta e ultramaratonista Bernardo Fonseca, com o tempo de 4:20:31 horas. Bernardo também obteve, naquele mesmo ano, o recorde da ultramaratona da Antártida de 100K com o tempo de 12:41:52 horas. Apesar das conquistas de Bernardo Fonseca, apenas 6 brasileiros participaram da maratona da Antártica até os dias de hoje e nenhum deles era natural de Santa Catarina.

Até o presente momento a prova já recebeu participantes dos seguintes países: Austrália, Bélgica, Brasil, Canadá, França, Alemanha, Grã-Bretanha, Irlanda, Japão, Holanda, Singapura, África do Sul, Espanha, E.U.A, Noruega, entre outros países.

Realizada no planalto antártico, a maratona submete os atletas a uma verdadeira provação mental e física devido ao alto grau de dificuldade a ser enfrentado pelos participantes. As adversidades vão de terreno variado, passando por ventos muito fortes (podendo chegar a 300Km/h), neve fofa e umidade relativa de 0%, dificultando significativamente o desempenho dos atletas.


Nesse sentido e por se tratar de uma prova de alto risco, provação mental constante e esforço físico extremo, vou utilizar a psicanálise como apoio para o aprimoramento mental, enfocando o treinamento e controle das instâncias psíquicas (ID, EGO e SUPEREGO - figura abaixo), principalmente os impulsos negativos enviados pelo ID, por meio do processo de auto-motivação interiorizado e contínuo a ser aperfeiçoado quando da realização dos treinamentos preparatórios.



Além da preparação mental, outro fato desafiador são as condições extremas existentes no continente antártico e para isso terei que desenvolver, diariamente, grandes volumes de corrida em areia de praia, treinos específicos em condições de frio para aprimorar minha adaptação a temperatura negativa, gerenciar riscos para evitar e amenizar o desgaste muscular, bem como, gerenciar conflitos mentais para não perder o foco no objetivo principal, que neste caso é o cumprimento das sessões de treino visando a conclusão da maratona de acordo com a performance obtida.

Outros aspectos fundamentais dentro do processo de treinamento que estão diretamente relacionados ao sucesso são a elaboração de planos de ação, o planejamento nutricional, o tratamento fisioterápico e o monitoramento ortopédico, visando o aprimoramento da minha aptidão para o desenvolvimento e conclusão das sessões de treinos e dos 42,2 quilômetros da maratona no gelo.

Sem o treinamento adequado, suplementação, alimentação necessária, disciplina, psicoterapia, acompanhamento fisioterápico, monitoramento ortopédico, determinação e doação, fica muito difícil ou praticamente impossível enfrentar e superar as adversidades existentes no continente antártico.

Finalizando, resumidamente, os riscos iminentes que irei encontrar na Antarctic Ice Marathon são: temperatura de -20ºC a -30ºC, umidade relativa de 0%, ventos gelados de mais de 50 Km/h, desidratação, hipotermia, perda da habilidade mental para a tomada de decisões, dificuldades para a tomada de decisão, queimadura das retinas devido à reflexão dos raios solares no gelo, congelamento dos dedos dos pés, câimbras, enjôo, piso irregular com neve podendo provocar lesões ligamentares, entre outros.

É isso aí Raça, mais um pouco das informações de como irei conduzir meus treinos e informações do "perrengue" que vou enfrentar no continente gelado.

TFA

Sérgio Lopes

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Antartica, informações históricas e alguns aspectos físicos.

O continente antártico é cercado pelos oceanos Pacífico e Atlântico e se localiza no Pólo Sul da Terra.

A Antártica é o continente onde foi registrada a menor e mais fria temperatura de todos os tempos, -89,2°C na, observada pela estação Vostok (Rússia) em julho de 1983. A média anual de temperatura varia entre 0°C no verão no litoral a -65ºC no inverno no interior. Em conseqüência de toda esta adversidade, a Antártica ainda possui muitas regiões que não foram exploradas pelo homem, tornando-a o continente mais inóspito do Planeta.

Sua extensão é de aproximadamente 14 milhões de quilômetros quadrados e durante todo o ano cerca de 98% do território permanece congelado. No inverno sua extensão chega a aumentar até mil km de largura por causa do gelo.

Sua história também registra grandes explorações realizadas pelo homem, tais como a de Roald Amundsen e Robert Falcon Scott que atingiram o Pólo Sul geográfico em 1911 e 1912, respectivamente.

Roald Amundsen


Robert Falcon Scott

Atualmente existe uma estação americana com o nome de Amundsen-Scott, em homenagem aos dois incríveis exploradores, que se localiza nas coordenadas geográficas latitude 89° 59' 51.19" S e longitude 139° 16' 22.41" E. Esta estação é o ponto continuamente habitado mais ao sul da Terra.

Outro nome que não podemos deixar de citar é o de Sir. Ernest Henry Schakleton.
Schaklenton foi um explorador anglo-irlandês conhecido como uma das principais figuras do período chamado “Era Heróica da Exploração Antártica.” Sua história de fracasso com o Endurence, hoje em dia, é reconhecida como sucesso dentro das instituições acadêmicas e empresariais, em virtude da sua habilidade incrível em gerenciar equipes, riscos e conflitos.

Ernest Schakleton


Geomorfologia

Na Antártica Oriental encontram-se os montes Transantárticos (ou Cadeia Transantártica) que se estende por 4.800 quilômetros, desde a Terra de Vitória à Terra de Coats. Na Ocidental está a Península Antártica, ao sul da qual se encontram os montes Ellsworth e o maciço Vinson, ponto mais elevado do continente com 5140 metros. Localizadas entre suas cordilheiras, há sete geleiras na Antártica, das quais a maior é a Geleira Byrd.
Embora seja lar de muitos vulcões, apenas uma cratera na ilha Decepção e o monte Erebus expelem lava atualmente, a primeira desde 1967. O monte Erebus, de 4.023 metros de altitude e localizado na Ilha de Ross, é o vulcão ativo mais meridional do mundo. Pequenas erupções são comuns e fluxos de lava foram observados em anos recentes.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%A1rtica


Aspectos geológicos

O principal recurso mineral conhecido no continente é o carvão. Inicialmente, foi encontrado por Frank Wild perto da geleira Beardmore na expedição do Nimrod, e conhece-se a existência de carvão de baixa qualidade em muitas partes dos montes Transantárticos. As montanhas Príncipe Charles contêm depósitos significativos de minério de ferro. Os recursos mais valiosos da Antártica, localizados ao largo do continente, são campos petrolíferos e de gás natural, encontrados no mar de Ross em 1973. A exploração de todos os recursos minerais está proibida pelo Protocolo de Proteção Ambiental do Tratado da Antártica. Até 2048, tal proibição só poderá ser revogada ou alterada sob aprovação unânime dos países consultores do Tratado da Antártica e após estabelecimento de um regime legal para a atividade exploratória.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%A1rtica

É isso aí Raça, aí está um pouco mais da história e aspectos físicos desse continente incrível e inóspito que é a Antartica.

TFA

Sérgio Lopes 


quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Antarctic Ice Marathon 2013, a maratona no gelo: Primeira conversa com Bernardo Fonseca.

Hoje tive a minha primeira conversa com Bernardo Fonseca (foto abaixo)!
Pra quem não conhece e não sabe sobre Bernardo Fonseca, ele foi o campeão da maratona no gelo e ultramaratona realizadas na Antartida, edição 2010, com os tempos de 4:20:31 horas (maratona) e 12:41:52 horas (ultramaratona 100K).



Na verdade não fiquei muito tempo conversando com o Bernardo ao telefone, até porque a agenda de um ultramaratonista é muito justa. Mas, no tempo em que permanecemos conversando consegui informações preciosas sobre a realização dos seus treinos preparatórios e das provas (maratona e ultramaratona no gelo) propriamente ditas.

Bernado iniciou a conversa pelo equipamento a ser utilizado, enfatizando que faz toda diferença no momento da realização da prova. Relatou sobre o tênis que ele utilizou, bem como, sobre a quantidade de roupas de baixo, meias e quedra-vento que vestiu.
Uma orientação importante passada por Bernardo foi no sentido de que haja um certo equilíbrio entre as roupas e os equipamentos a serem utilizados, considerando o frio externo e temperatura corpórea. Você não pode suar! Disse Bernardo algumas vezes, alertando para o fato de que o suor pode vir a ser um problemaço com o seu congelamento no corpo.

Perguntei sobre o volume semanal de treinamentos realizado por ele nos treinos preparatórios. Bernardo respondeu muito tranquilamente quantificando a bagatela de 300Km por semana galera, não é incrível Raça? Sim 300 quilômetros semanais de corrida, sendo que o volume de treinos na areia da praia, para simular a neve fofa, oscilou de 20 a 30 quilômetros. Meu "Pai", interiorizei comigo mesmo, olha só o que te espera "mané". Tu vai "esbugalha" os "zóios" nos treinos.

Manezisses a parte, perguntei também sobre a sua adaptação ao frio intenso da Antartida e recebi a devolutiva de Bernardo sobre a realização de treinos específicos em frigorífico industrial.
Só me faltava essa, treinar dentro de um figorífico olhando para frangos congelados. rsrsrs

Bom como primeira conversa valeu muito! Obtive informações importantíssimas sobre equipamentos, volume de treinos e adaptação ao frio de Bernardo que se mostrou muito carismático e receptivo em nossa conversa.

Eu, particularmente, me tornei um fã de Bernardo Fonseca logo após assistir sua proeza no programa "Planeta Extremo" apresentado pelo repórter Clayton Conservani na rede Globo em uma edição do também programa Fantástico. Sem dúvida nenhuma a disciplina, espírito avetureiro e determinação apresentados por Bernardo foram alguns dos principais agentes motivadores que me levaram decidir a fazer a maratona no gelo na Antartida.

Raça por enquanto é isso e muito "sebo nas canelas" nos treinos.

TFA

Sérgio Lopes

"A dor é passageira, mas a derrota é para sempre."

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

70.3 MIAMI - Meio Ironman, conquistado debaixo de vento forte e muito calor.

Bom pra quem não entende muito sobre o número 70.3 aí vai a explicação. É o somatório das distâncias em milhas das modalidades (natação, ciclismo e corrida) em uma prova de triathlon, que no caso da prova feita em Miami é um meio Ironman. Portanto as distâncias se caracterizam em milhas conforme a seguir: natação = 1.18 mile +  55.9 mile + 13.16 mile = aproximadamente 70.3 mile.

Minha chegada em Miami se deu no dia 25/10 próximo passado, uma quinta-feira, por volta das 23 horas. O tempo estava com chuviscos e rajadas de ventos fortes! Isto em virtude da passagem do furacão Sandy pelas proximidades, mais precisamente sobre o mar do Caríbe, costa leste dos Estados Unidos. Aliás, sobre esse fenômeno, os jornais televisivos e escritos registraram muitas notícias.

Sobre a prova propriamentedita, saiu quase tudo conforme o planejado. Sim, quase tudo não fosse a liberação da roupa para a natação e as adversidades com o vento e o calor encontrados em Miami no dia da prova.

Na natação, conforme o regulamento da prova, não era permitido o uso de roupa de neoprene em virtude da temperatura da água em Bayfront Park, fotos abaixo, ser muito agradável, porém, caso a temperatura estivesse abaixo de 24,3ºC o uso do acessório seria liberado pela organização da prova. E não é que a água estava no dia da prova com 24,1ºC. Conclusão, foi liberado o uso da roupa para a natação, ridículo! E eu que não havia levado a minha roupa me "ixtrepei" todo.





Com o uso da roupa para a natação existe uma diferença de tempo da ordem de 30 segundos no processo de flutuabilidade e deslize na água, se compararmos com o mesmo indivíduo sem roupa. Resultado, meu tempo na natação almentou, 38min.55seg. para os 1,9Km, mas saí da água muito bem para a primeira transição.



Na bike eu pedalei os 90 quilômetros com uma bicicleta que não era a minha, uma cervelo P1. Isso se deu pelo fato do meu ilustríssimo Irmão de sangue, Rodrigo "Canela Fina", ter tomado gosto pelo triathlon recentemente. Resultado! Como eu estava indo para Miami fazer a prova e lá nos EUA os valores das bicicletas são muito menores (pelo menos 50%) se comparados com os valores praticados no Brasil, inevitavelmente não pude deixar de fazer um favorzão para o meu querido "Canela Fina" rsrsrs.

Negociações e favores a parte, os primeiros 45 quilômetros foram com vento contra de deixar os "zóios" cparecidos com dois pires branco (*.*). É Raça o Sandy deixou um resto de vento para o dia da prova que se tornou uma resistência natural muito desgastante. A minha sorte foi que eu treinei muito aqui no Brasil com vento contra, quando não era o nordestão era o vento "suli".

Uma boa parte desses treinos foram feitos juntamente com o meu amigo e parceiro de treino Rafael Pina, com quem eu tenho aprendido muito no triathlon. Se você desejar um dia ter ao seu lado um grande parceiro para treinos, esse alguém é o Rafa Pina. Obrigado Irmão pelos seus ensinamentos, sabedoria, companherismo e amizade.



A segunda metade da bike, ou seja, os ultimos 45 Km foram com vento a favor. Ôoo Raça, aquela P1 andou na minha mão, ou melhor, com as minhas pernas. A velocidade não baixava de 40Km/h! Com o "restolho" de vento nas costas, LESPO como diria uma amigo meu, o negócio ficou bom demais. rsrs
No final consegui registrar uma média de 34Km/h o que me deu um tempo total na bike de 2h38min.46seg. para os 90 quilômetros. Na minha humilde avaliação um tempaço, considerando o esforço significativo realizado na primeira parte do circuito da bike.

Já a corrida, ahaa a corrida, gosto demais de correr e me dedico muito em obter e conservar uma rítmo bom na minha corrida. Treinei para realizar a meia maratona no 70.3 de Miami com um rítmo de 4:20min./Km, mas não contava com um agravante, o calor tremendo registrado no dia da prova, 30ºC, fora a devolutiva do asfalto que emanava uma temperatura próxima aos 37ºC. Resultado, tentei colocar o rítmo treinado nos primeiros 5 quilômetros, mas, quando percebi que a corrida iria ficar pesada com o calor, com possibilidades de ter problemas com a hidratação e hiportemia, resolvi adotar uma postura conservadora e terminei a corrida com um "pace" de 4:50min., o que me fez registrar um tempo de 1h39min.26seg.. No final, somando os tempos da natação, da bike, da corrida e mais as transições, consegui concluí o 70.3 de Miami com um tempo total de 5h03min.26seg., um ótimo tempo, considerando as adversidades enfrentadas e superadas por mim dentro da prova.

Valeu Raça, procurei dar o meu melhor na minha primeira "international race" e consegui.

Obrigado a todos que torceram por mim e que direta ou indiretamente participaram dessa grande e importante conquista na minha vida esportiva.

O 70.3 Miami 2012 é nosso e estará eternizado no meu quadro de medalhas/vitórias/conquistas.



TFA

Sérgio Lopes

terça-feira, 2 de outubro de 2012

ANTARCTIC ICE MARATHON 2013

Raça o meu próximo grande desafio será em uma região onde a temperatura pode chegar a -20ºC, em um lugar onde a humidade relativa está proxima de 0%, onde a hiportemia leva o indivíduo a ter confusão mental podendo, com isso, dificultar para a tomada de decisão, onde as extremidades do corpo, como os pés, podem congelar devido ao seus contatos com a neve fofa de baixissima temperatura, onde a reflexão dos raios solares no gelo pode provocar a queima das retinas levando o indivíduo a cegueira e onde os ventos chegam a 150 Km/h ou mais.
 
 
 
Polo Sul, Union Glacier Camp, a Maratona do Gelo. A prova de corrida mais dificil e gelada do mundo.
 
Aguardem.
 


domingo, 19 de agosto de 2012

Duathlon da Pedra Branca 2012 - 1º lugar na categoria

A coisa no dia da prova não começou muito boa, mas na sequência melhorou.
Cheguei atrasado para pegar o kit da prova e quase não consegui. Encontrei o Rafa Pina na mesma situação e fomos direto conversar com a Naida, que diga-se de passagem, é uma Guerreira de muita fibra. A organização dos eventos promovidos pela FETRISC tem como "testa de ferro" essa senhora super dedicada.
O duathlon da Pedra Branca teve mais uma versão organizada pela competente FETRISC. Obrigado Federação por mais uma bela prova.
Mas, voltando ao assum do kit, depois de uma conversa com a Naida conseguimos a liberação.
Porteriormente, fui para o vestiário me preparar para fazer o "bike checkin" e deixar tudo organizado na área de transição.
Preparei a bike, organizei o segundo par de tênis para a ultima corrida, olhei, chequei tudo novamente e sai para ver a prova do infantil que foi antes da principal.
E a nave ficou lá, pronta para o "esguelamento".



Pois bem, estava eu lá vendo as crianças correndo, pedalando e correndo novamente, quando repentinamente chegou um atleta e me deu um toque que o pneu dianteiro da minha bike estava furado. Faltavem aproximadamente 30 minutos para o início da prova. Fui chamado no microfone e me dirigi direto para a área de transição.
Olhei para a "magrela" e vi o sinistro ocorrido na roda dianteira, totalmente murcha.
Tá, pensei, cadê a espátula, a câmera ou roda reservas, a bomba e tudo mais. Ficaram em casa! hehehe É isso aí raça, casa de ferreiro espeto de pau.
Deixei todo mundo maluco! Ainda bem que tenho Amigos, um Irmão sangue bom pra caramba e um filho que só Deus poderia ter me dado esta dádiva. Coitadinho do Biel!
Vasou com tudo até o meu carro para pegar a minha bomba de pé. Pobrezinho! Quando voltou estava rosado, mas não trouxe a bomba. "Pai não consigo abrir o porta-malas." Caraca... Sérgio deixa que eu vou lá, disse o Rodrigo meu Irmão. Correu mais que eu na prova. E tudo isso acontecendo poucos minutos antes do início da prova. Mas deu tudo certo!
Quando o Rodrigo retornou eu já estava com o pneu tracado, graças ao Rafa Pina e ao Pandinha.
Agora é só falta colocar ar no pneu, disse a raça. Com 120 libras, o pneu estava pronto para a etapa do ciclismo e fui aquecer, pois já estava quase na hora.

Aqueci um pouco, depois os atletas se alinharam para largada. Igor Amorelli e outros atletas da elite na frente do pelotão principal e lá fomos nós para a primeira corrida de 5K.
Um verdadeiro desespero!


 
Eu, o Rafa Pina e o Massaranduba corremos a primeira etapa o tempo todo juntos em ritmo acelerado e completamos os 5K em 19min. 51seg. Forte o negócio na primeira corrida!

O Massaranduba, na área de transição, pegou a bike e vasou com tudo meu amigo. O Homem fez um dos melhores tempo do ciclismo, algo por volta de 33 min., fechando os 20K daquela modalidade.
Eu e o Rafa fechamos praticamente juntos o ciruito em 37 min.. Detalhe: no ciclismo os atletas tiveram que completar 7 voltas com subidas, e diga-se de passagem, que subidas. Fora o vento nordeste que estava socando a bota pra cima da raça.



Eu e o Rafa terminamos a bike e fomos feito dois desesperados para a segunda corrida. Terminamos a dita cuja com o coração na boca e "sangue nox zóios".
O tempo total de prova foi de exatos, segundo o apontamento da FETRISC, 1:08:08 horas, sendo 19min. 52seg. primeira corrida de 5K, 37min 21seg. os 20K de ciclismo e 10min. 55seg. da segunda corrida.

No final de tudo o tempo que realizei a prova me rendeu o primeiro lugar na minha categoria e festejamos juntos, eu, o Rodrigo (Irmão), Biel (Filho) e o Matheu (Sobrinho) a alegria de subir no pódio para receber o troféu de primeiro lugar.







Obrigado a todos pela torcida e pelo carinho, em especial para o Amigo Geraldo Gai por nos presentear com belas fotos registrando ótimas imagens das modalidades.
Ao Professor Roberto Lemos que treinou, acompanhou e incentivou todos os atletas da IRONMIND que participaram do Duathlon da Pebra Branca 2012.
A Deus pois 'TUDO POSSO NAQUELE QUE ME FORTALECE" Philippians 4:13.

Valeu Raça e até a próxima.

TFA

Sérgio Lopes


quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Corrida III Volta a Lagoa da Conceição - 2012 - Florianópolis

No último dia 29 próximo passado participei da corrida volta a Lagoa da Conceição, em Florianópolis, com a oportuninade de presenciar um dos mais belos cenários insulares já vistos.
A largada dos 10,4K, a serem percorridos por praticamente 280 atletas, foi na frente da academia Power Fit no centrinho da Lagoa por volta das 9:00 horas.
Após vencer a ponte logo depois da entrada para a marina do Fedoca, aproximadamente 200 metros após, os atletas defletiram para a direita percorrendo uma boa distância sobre a SC 406 (Rod. Vereador Osni Ortiga) até o trevo que da acesso a rua Laurindo Januário da Silveira. Mas, antes mesmo de defletir novamente a direita e continuar relatando o percursso, vale a pena uma breve reflexão sobre o ultimo trecho percorrido pelos atletas. Foi e é, sem dúvida nenhuma, um dos mais belos da localidade! As águas da Lagoa (que de fato deveria ser chamada de laguna em virtude de sua conexão com o mar) podem ser apreciadas ao longo desse trajeto no quadrante oeste, com as dunas e as áreas de restinga posicionadas no sentido leste da rodovia. Uma verdadeira beleza pra quem curti correr em lugares ao ar livre.


Não menos importante, o percursso situado na rua Laurindo Januário da Silveira foi um dos mais exigentes da corrida devido as dificuldades impostas por sua topografia, com aclives e declives provocando desgastes significativos tanto no condicionamento físico como nas articulações dos joelhos dos atletas.
Foi exatamente nesse percursso que eu tive uma lesão no aquiles direito (tendinose calcânea) quando da realização da I Volta da Lagoa da Conceição a uns anos passados.
O ponto mais exigente, na minha opnião, é o morro do Badejo no Canto da Lagoa. A subida deixa qualquer atleta com falta de ar e a descida exige demais das articulações dos joelhos.
Mas, a mata atlântica com sua vegetação exuberante, o visual da lagoa e o canto dos pássaros compensaram os desconfortos provocandos uma verdadeira terapia mental. É exatamente nesse trecho que as posições começam a ser definidas e onde os atletas mais bem preparados se destacam.


Os ultimos três quilômetros também possuem suas dificuldades! Não são subidas e descidas muito expressivas se comparadas ao Morro do Badejo, porém, por se tratar praticamente do ultimo terço da corrida onde o atleta já se encontra desgastado, a coisa não é tão simples assim e o corredor precisa ser hábil e administrar suas forças física e mental.
No final, completei os 10,4K da prova em 41min.10seg.. Fiquei muito satisfeito com a minha performance e considerei a minha conquista outra grande vitória.
Porém, não poderia deixar de fazer um registro especial sobre outro grande momento. Meus irmãos de sangue Andrey e Rodrigo participaram da mesma prova na categoria dupla e realizaram muito bem todo o percursso.
Uma grande alegria tomou conta do meu coração, pois participar sozinho de uma prova de corrida é ótimo e saudável, mas, ter os meus irmãos de sangue ao meu "lado" na mesma prova, não tem preço.




Valeu Raça e até a próxima.

TFA

Sérgio Luiz lopes

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Recorde pessoal batido na meia maratona de Floripa O2

Inacreditável a consistência física obtida com os treinos para o Ironman 2012, sem palavras para descrever o tempo total de prova conquistado nos 21,2K no ultimo dia 17/06 na meia de Floripa O2.
Após a prova do Ironman, por orientação do meu treinador Roberto Lemos, tivemos uma semana inteira sem treinos. Mas na planilha o "Chefe" havia registrado 2 treinos de natação opcionais para relaxamento.
Na segunda semana pós-Iron foram apenas treinos de manutenção.
Raça no dia da prova a expectativa era grande para saber sobre a performance na meia de Floripa. Uma raça da Ironmind estava preparada para correr bem, mas niguém queria ficar para trás, então adivinha? Isso mesmo foi aquela loucura.
Na largada estavamos todos alinhados, praticamente juntos, eu, o Palhares, o Pedro Falk e o Leandro Pimentel. Todos correm muito bem, cada um no seu estilo, mas de uma velocidade invejável.
Logo depois da largada, com o Palhares puxando o pelotão, saimos juntos para percorrer o belo percurso da meia de Floripa O2, com cenários alucinantes, incluindo a passagem dos atletas pela ponte Pedro Ivo. Quando chegamos no quilômetro 3 a coisa começou a ficar mais bem definida entre os atletas do primeiro pelotão da Ironmind. O Palhares assumiu a ponta, colocou o seu rítmo e permaneceu nele até o final. Eu me ancorei no cara pois sabia que a carona poderia me trazer uma baita lesão ou um tempo melhor do que aquele conquistado em 2011, 1:24:47 horas. O pedro e o Leandro resolveram ficar em um "pace" mais conservador e ficaram para trás.
Raça, acompanhar o Palhares na corrida não é nada confortável, o "rapaz" pega firme do início ao final, com passadas firmes, postura invejável e um rítmo alucinante.


Juntos, registramos um "pace" médio de 3:50 min. por quilômetro até o 18ºK, mas na subida da ponte Pedro Ivo, quando voltavamos para o pórtico visando concluir a prova, o Palhares, com todo o seu conhecimento e vigor físico, iniciou uma pegada mais intensa e começou a se distanciar de mim. Não tive poder de reação pois o rítmo se tornou muito forte e fiquei receioso com um possível aparecimento de alguma lesão, então resolvi assumir um rítmo mais conservador, dei uma olhada para trás e observei que não havia niguém me "marcando" na tentativa de uma ultrapassagem nos ultimos quilômetros da prova. Administrei a velocidade, a passada e a intensidade do exercício e conclui a prova em incríveis 1:23:05 horas. Foi uma sensação impar cruzar a linha de chegada em 22º lugar no geral e conquistar a 3ª colocação na minha categoria (45 a 49 anos).
Como não podia ser diferente da prova do ano passado, abri os meus braços assumindo a forma de cruz e agradeci a Deus por mais um momento incrivel na minha vida esportiva.


Comemorei muito com meu filho mais novo Gabriel e com o meu querido mano de sangue Rodrigo Lopes.


Valeu Raça, fica registrado no meu blog mais um relato de outro momento mágico em minha vida de treiatleta amador.

TFA

Sergio Luiz Lopes.: